Garantir a proteção de quem cuida, salva vidas.


Por: Yara Ferro
Como se não bastasse a atual conjuntura catastrófica, que leva a morte de milhares de pessoas todos os dias, por falta de preparo das autoridades, que não dão a devida importância ao Covid-19, esbarramos também na falta de equipamentos de proteção individual e coletiva.

Muitos profissionais de saúde, que atuam em redes públicas ou privadas, denunciam diariamente os riscos que estão expostos ao atender casos de pessoas contaminadas ou com suspeita.

As denúncias vão desde a falta de sabão para a higiene básica até a falta de máscaras. Isso faz com que, no mundo todo, apareçam cada vez mais casos de profissionais da saúde infectados com o Covid-19. Quem vai cuidar das pessoas que estão cuidando de nós?

O Equipamento de Proteção Individual e o Equipamento de Proteção Coletiva, são essenciais para garantir a segurança e prevenção de acidentes dentro dos hospitais. Tais itens não podem ser negociados, precisam ser fornecidos sem que haja qualquer tipo de dificuldade ou burocracia.

Tedros Adhanon, diretor geral da OMS, afirma que a falta de EPIs é uma das maiores ameaças à capacidade coletiva de salvar vidas e tem levado à desistência de muitos profissionais que não se sentem seguros em exercer suas atividades, pois têm medo de ficar doente ou levar o vírus para sua casa, contaminando seus parentes e amigos.

Segundo o Protocolo de Manejo Clínico, disponibilizado pelo Ministério da Saúde, onde informa aos profissionais as normas e procedimentos relacionados ao Covid – 19, é essencial e obrigatório o uso de máscara cirúrgica, luvas, óculos e aventais descartáveis, mas a realidade nos hospitais não é essa e mesmo assim, na maioria dos casos, o profissional não deixa de atender quem chega com os sintomas, colocando em risco a própria vida.

 

Entendemos a gravidade da situação, pois se trata de um cenário que pouco foi visto na história da humanidade, talvez não estivéssemos mesmo preparados para isso. Mas não anula a responsabilidade e a urgência em se tomar providências, dando todo amparo emocional e estrutura à estes que estão na linha de frente Mesmo com todo cenário apontando uma catástrofe sem precedentes, é possível reverter isso para que se conte no futuro que fizemos tudo que estava ao nosso alcance.

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