Enquanto PT e PSOL se estranham a direita deita e rola. Nosso “inimigo” é outro.

“A única coisa que e desejo é que eles ganhem alguma coisa, eu quero que eles governem a cidade do Rio de Janeiro. Quando eles governarem a cidade do Rio do Janeiro, metade da frescura deles vai acabar”. Essa foi a frase que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou, em entrevista ao jornalista José Trajano nessa quinta-feira (20), para criticar o PSOL.


Tudo bem que o PSOL sempre que pode fez críticas duras ao PT, encabeçadas por Freixo, Luciana Genro e tantos outros parlamentares. São críticas políticas, de quem busca espaço no poder.  Só que o PT também fez críticas ao PSOL, muitas dessas críticas analisando situações isoladas, de correntes internas que agem sem nenhum respaldo da executiva de seus partidos. São militantes criticando outros militantes, por falas e ações, o que é natural já que vivemos numa “Democracia”.

Em 2014 a rede acompanhou o desenrolar de um debate acalorado entre Maringoni e Valter Pomar, em que ambos falavam da mesma situação hoje presente na rede, onde equívocos se espalham e geram brigas entre a esquerda desnecessária. Maringoni teceu críticas ao PT, e finalizava dizendo o “inimigo é outro”, ao mesmo tempo que era rebatido por Pomar que também criticava o PSOL, mas concordava que o “inimigo é outro”.

A cena se repete em 2017 com Lula e Jean Wyllys se estranhando, e novamente o “inimigo é outro”.

Agora a minha vez de escrever o que penso, mesmo sabendo que serei criticada por me expor assim.

Lula, Valter e o PT, assim como Maringoni, Jean e PSOL precisam deixar de lado as mágoas e desavenças políticas de esquerda para se unirem em um projeto de “União de Esquerda”. Enquanto distribuem farpas, a direita se apropria e como trolls esquentam a briga nas redes. Não precisamos de inimigos deste lado da trincheira. Nosso “inimigo” ainda continua sendo outro.

Não interessa como muitos afirmam, que o PSOL nasceu da debandada de petistas que estavam insatisfeitos com o partido. Até hoje a debandada continua e troca-troca de legenda é a coisa mais natural na política. O PT também precisa ser responsável por muitas vezes deixar seus quadros de lado em troca de “interesses nacionais” e trazer para a legenda apenas gafanhotos em nome de votos. Ou se esqueceram de onde veio Delcídio? Mas isso é pauta para outro texto, e voltando a esta “briga de comadres” que ocorre em todas as famílias, a esquerda precisa se reunir em um almoço de domingo e voltar a se entender.

Enquanto trocam farpas, a direita deita e rola, e continua seguindo seu projeto de governo que é acabar com nossos direitos, esvaziar os bolsos dos trabalhadores para enriquecer as carteiras da elite, e vender nossas estatais como prova de submissão ao Tio Sam.

A esquerda precisa parar de rachar, de tentar destruir as poucas alianças que temos. Ou nem PT terá estados para governar e nem o PSOL verá seu partido crescer como tanto almejam.

Estamos diminuindo a cada eleição, perdendo cadeiras na Câmara e no Senado, e a direita fascista, machista, homofóbica, a famosa bancada BBB está crescendo cada vez mais.

Bolsonaro se consolidando nacionalmente, Doria em SP e tantos outros governantes de direita usando da força bruta para silenciar o povo são provas que a direita está adorando este racha, e torce para que a esquerda se destrua internamente.

Não precisamos de especialistas em conjuntura nacional e nem de pesquisadores políticos internacionais para dizer que a esquerda no mundo está sendo devorada por um plano inteligente montado pela direita. Destrua seus generais, e enfraqueça seus líderes. E hoje Jean é um grande General que precisamos ter ao nosso lado.

E ressalto que a imagem escolhida para representar este texto é esta onde dois líderes se respeitam como pai e filho numa grande família chamada “Esquerda”.

#Kátia Figueira

Militante Digital do PT

Fundadora do MAV e do RedePT13

 


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