Você sabe a origem do termo “Cidadão de Bem”?

O bom cidadão era um periódico político mensal de dezasseis páginas editado pela Bispa Alma White e ilustrado pelo reverendo Branford Clarke .


O periódico enaltecia a supremacia branca e o Ku Klux Klan e foi usado por eles para emplacarem suas visões distorcidas da sociedade.

Cidadão de bem, era o termo para definir e separar as pessoas e conceder determinadas benesses àquele grupo que se autointitula superior ( raça ariana).

Portanto quando ouvimos a expressão “cidadão de bem” devemos tomar cuidado para não estarmos alimentando o preconceito e a violência escondida por trás dessas pessoas que se declaram assim.

O cidadão de bem bate em panela e em professor com a mesma intensidade. Ele enxerga na força policial a salvação da família tradicional.

O cidadão de bem bate palma pra terceirização. E para o confisco da previdência.

E como diria Leonardo Onofre:

“E para você que não se preocupou com os negros, porque não era negro; com os homossexuais, porque não era homossexual; com os terceirizados, porque não era terceirizado; uma adaptação do poema Intertexto de Bertold Brecht explica bem como pode ser o seu futuro:

Primeiro levaram os negros. Mas não me importei com isso. Eu não era negro.

Em seguida levaram alguns operários. Mas não me importei com isso. Eu também não era operário.

Depois prenderam os miseráveis. Mas não me importei com isso. Porque eu não sou miserável.

Depois agarraram uns desempregados. Mas como tenho meu emprego. Também não me importei.

Agora estão me levando. Mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém. Ninguém se importa comigo.”

 


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