SAÚDE E POLÍTICAS DA MULHER SÃO DEBATIDAS NO EVENTO ELAS POR ELAS

Como anda a saúde das mulheres? E as políticas? Para debater os temas, o evento Elas Por Elas, promovido pelas revistas Marie Claire, Glamour, Vogue, Crescer, Galileu, Época e PEGN e jornal O Globo, reuniu especialistas e formadores de opinião para traçar um painel na tarde deste sábado (1) no shopping VillageMall, no Rio.

Na mesa “Dos anticoncepcionais ao aborto, como anda a saúde da mulher?”, Ilka Teodoro, da Artemis, falou sobre o aborto. “A lei do aborto é anacrônica, dos anos 1940. Só em 2015, ocorreram 503 mil abortos no Brasil. O perfil de mulheres que o cometem é a de jovens já com filhos e das três maiores religiões do Brasil. Essas mulheres precisam e merecem ser presas? Temos que falar, sim, sobre a criminalização do aborto. 67% das mulheres que fazem aborto fazem em clínicas clandestinas e acabam gerando internação hospital”, discursou Ilka.


Também participaram do debate Carla Simone Castro, do coletivo Vítimas de Anticoncepcionais, e Carolina Ambrogini, da Unifesp, sob mediação da jornalista Cristiane Segatto, repórter da editora de Saúde da revista “Época”.

Em seguida, foi a vez da mesa “Secretaria de Políticas para Mulheres: Qual o caminho para construir a Equidade de Gênero”, mediada pela jornalista Fernanda Delmas, do jornal O Globo.

A deputada Soraya Santos, coordenadora da bancada feminina da Câmara dos Deputados, defendeu uma cota para as mulheres, já que não passa de 10% a representatividade delas no legislativo em Brasília. “Nosso sistema atual não facilita a mulher no parlamento. Temos que ter uma cota para cadeira efetiva para a Câmara, nas Assembleias dos Estados e também no Senado. O Chile votou agora a cota de 40% de mulheres”, comemorou Soraya.

Já Iêda falou sobre sua rede de mulheres líderes pela Sustentabilidade. “Já reunimos 400. A mulher tem que ser protagonista e uma sociedade só vai ser mais igual com homens e mulheres juntos!”, discursou.

Por Giovani Lettiere


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