Prendam Eike, urgente. Isto é, daqui a duas semanas

Matéria no  Valor, originária da Folhapress, leva água ao moinho que ontem se apontou aqui.




O juiz Marcelo Bretas, que determinou a prisão preventiva do empresário Eike Batista, assinou a decisão que deferiu as prisões preventivas da Operação Eficiência no dia 13. Os mandados, porém, só foram enviados à Polícia Federal na quarta-feira (25).

Isso na era da internet, do “tempo real”, do “online”…

O tempo “irreal” de uma medida de urgência – 12 dias – foi explicado pela Justiça Federal e a polícia, como ” o necessário para organizar a operação, que mobilizou cerca de 80 agentes”.

“Não havia prévio conhecimento [da viagem]. Estava-se acompanhando movimentação dos investigados. Na madrugada de hoje chegou a informação que poderia ter saído para fora (sic) do país”, diz o  delegado Tácio Muzzi, coordenador da Lava Jato da PF no Rio.

Desculpem suas excelências e pulicências, não faz o menor sentido. Se é uma prisão preventiva, é para prevenir, certo?

Agentes afirmam que a inclusão no banco de dados pode alertar investigados sobre futuras operações e acelerar a ocultação de provas.

O banco de dados da PF é infiltrável. Não tem alertas restritos? Não tem registro de quem consulta, que permitiria, mesmo em caso de um agente cooptado, saber quem acessou e vazou a informação?

É melhor que seja mentira, porque se for verdade é uma prova de incompetência desclassificante.

Como  eu não acho que a Polícia Federal seja incompetente, fico com a primeira hipótese.

E a pergunta que fica faltando responder é porque alguém tem a prisão preventiva decretada no dia 13 e viaja, se maiores incômodos, para o exterior no dia 25, doze dias depois.

Tem batata nessa chaleira, como dizem os gaúchos…

Fonte: Tijolaço


Deixe uma resposta